sábado, 25 de novembro de 2017

Chegou o CVV Jovens e o Programa Estação Amizade


Sejam bem vindos ao CVV!!!
Fique com o CVV JOVENS. Organize sua Estação Amizade
Sua classe, seu grupo de igreja, de teatro, sua turma de rolezinho, seu time, sua equipe de trabalho, todos podem fazer dessa grande conspiração pela vida.
O CVV JOVENS-Estação Amizade é um programa de ajuda emocional e prevenção do suicídio criado por educadores ligados ao Centro de Valorização da Vida.
Grupos semelhantes de ajuda estão sendo fundados em vários países com a mesma intenção: reunir jovens de diversas culturas e segmentos para atuar como protagonistas na busca de soluções para seus próprios problemas.
Com experiência de mais de 50 anos, o CVV incentiva e orienta todos os grupos interessados em fazer parte desse coletivo humanitário, como membros parceiros, mantendo porém suas atividades e características originais.
Além dos postos de atendimento, o CVV realiza diversas atividades comunitárias de apoio emocional e a participação dos jovens é fundamental para que essas ações e eventos sejam ágeis e eficientes, sobretudo nas ações de emergência.
Queremos estar com vocês em todos os lugares onde existe a necessidade de aliviar a solidão, o medo e todas as dores emocionais. Não podemos resolver todos os problemas, mas podemos tornar o peso deles mais leve e mais suportável com a nossa atenção e amizade.
É o que fazemos e vamos fazer juntos. Ofertar atenção, carinho, abraços, compreensão, aceitação, enfim, tudo aquilo que normalmente as pessoas não tem tempo ou disposição para oferecer nos momentos tristes e difíceis. Para tanto, ofertamos todas as condições básicas para aplicação desse programa aos grupos parceiros.
Nosso sonho é espalhar as Estações Amizade em todas as cidades do Brasil e ter nelas os Emissários da Vida, pessoas sensíveis, responsáveis e comprometidas com a natureza humana e com a ideia de um mundo melhor, mais compreensivo e mais solidário.
Somos o CVV JOVENS!!!
Somos a ESTAÇÃO AMIZADE!!!


Palestra e bate-papo com jovens do CAMP São Vicente, em 2016, sobre prevenção do suicídio.



CVV e Estação Amizade na UNESP


O CVV e Programa Estação Amizade estiveram com seus representantes numa tarde de bate-papo com alunos dos Campus da UNESP em São Vicente. Assunto foi saúde emocional, prevenção do suicídio e ações comunitárias.

Setembro Amarelo nas OGNS e escolas



SETEMBRO AMARELO no CAMP Rio Branco, bairro periférico de São Vicente-SP. Tarde maravilhosa com jovens-aprendizes, preocupados com o futuro e com gênero humano. Amizade e Prevenção do Suicídio no coração e no currículo.




Bate-papo com alunos da EMEF Mateo Bei, em São Vicente - SP


Bate-papo com professores da E.E. Margarida Pinho Rodrigues.


Conversa com os membros do Grêmio Estudantil da E.E. Margarida Pinho Rodrigues, de São Vicente-SP.

O CVV e os jovens no século XXI



O CVV nasceu no século passado, época de muitas ambições, desejos e exageros; muitos conflitos, muita violência e aniquilamento humano. Nesse período formamos mais de 30 mil voluntários para compreender e multiplicar a nossa visão de mundo e as nossas práticas humanitárias.
Nossa missão sempre foi valorizar a vida, já que vivíamos numa sociedade que cultivava a morte em todos os aspectos. Escolhemos lutar contra o suicídio, não pela repressão e sim com a prevenção. Conseguimos superar parte desse obstáculo apenas pela simples oferta de amizade
Atualmente o CVV atende mais de 800 mil chamadas telefônicas por ano. Essas chamadas deverão ser ampliadas brevemente com o número gratuito 188, cedido pela Anatel e Ministério da Saúde. Precisaremos ampliar também o nosso quadro de voluntários.
E agora temos um novo desafio: ter jovens atuando como voluntários do CVV.
Queremos mostrar aos jovens que eles não são um problema para o mundo e sim a solução dos problemas que mundo criou antes que nascessem; problemas que ficarão cada vez mais difíceis nos próximos anos, por conta das intensas transformações já em andamento.
Quem herda equações herda também a responsabilidade de equacioná-las.
Os jovens são o melhor exemplo da cultura desse novo século de diferentes e mais complexas equações. Isso porque eles á nasceram com potencialidades diferentes dos adultos do século passado e mais adequadas a esse tempo.
Eles podem nos ajudar a conhecer melhor essa nova realidade nos ensinando como vivem, o que pensam e sobretudo sobre as sua necessidades e sofrimentos.


sábado, 2 de setembro de 2017

O blues de setembro


No hemisfério norte este é o mês da tristeza ou melancolia. É o campeão estatístico de suicídios, daí o Setembro Amarelo. No Brasil temos o banzo (melancolia dos escravos), mas não é associada a nenhuma estação do ano. Um terapeuta das terras frias (Bryce McMurray) recomenda cinco medidas para enfrentar o setembro ou o "cair das folhas": 

(1) Exercício. Exercícios três vezes por semana. 
(2) Comer 5 porção de vegetais por dia. 
(3) Exercícios de peso corporal push-ups, pull-ups e agachamentos são todos exercícios básicos que todos devem ser capazes de executar sem dor. 
(4) Dormir O sono de boa qualidade é a base para tudo o que deve seguir. 
(5) Hidratação . Beber fluidos adequados ao longo do dia também é essencial para o desempenho.

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Congresso Nacional do CVV e Simpósio Internacional



O Congresso Nacional do CVV 2017 acontece também em Porto Alegre-RS e vai traçar planos e discutir estratégias e ações de prevenção do suicídio. Uma das metas é atingir  o número de 100 postos de atendimento presencial, ampliar o atendimento virtual e também aumentar a oferta dos programas de suporte do CVV Comunidade. 

Simpósio em Porto Alegre


Setembro Amarelo 2017


A Campanha do Setembro Amarelo 2017 já está sendo difundida nos meio de comunicação mais conhecidos e acessíveis, sobretudo na rede sociais. 


A Cidade Luz e a amizade


Paris sempre muda o destino das pessoas. Em "Estação Amizade" não poderia ser diferente. A Cidade Luz é o cenário de uma inovadora forma de prevenção do suicídio entre jovens.

http://www.boanova.net/produto/estacao-amizade-71449 … …

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Estação Amizade ganha selo Boas Práticas da Secretaria da Educação SP


13/06/17
Professor mantém projeto de prevenção ao suicídio em escola de São Vicente

Apoio emocional trata das questões sentimentais dos jovens; educador é voluntário do CVV há 30 anos

Ouvir os jovens e fazer eles se ouvirem é o trabalho do professor Dalmo Duque dos Santos, da E.E. Margarida Pinho Rodrigues, de São Vicente. Com o Programa Estação Amizade, entre palestras e rodas de conversa, o educador promove uma relação de aproximação e respeito entre os estudantes.

 “O programa estação amizade é um programa de prevenção ao suicídio. Um programa de apoio emocional criado especialmente para jovens, que têm dificuldade de se comunicar, de se posicionar, de falar sobre os seus sentimentos, um programa temático que se concentra em questões sentimentais do humano em geral, mas especificamente dos jovens”, explicou o professor.

Para a aluna Sthefany Karoline Goes Santana, as atividades têm um grande impacto na vida dos adolescentes. “Eu acho importante porque a maioria das pessoas que sofrem com depressão e têm tendência suicida, elas não procuram ajuda abertamente. Então, um debate, uma atividade, levam essa pessoa a tomar uma atitude de procurar uma ajuda. Ela se sente acolhida”, disse.

De acordo com o professor, os alunos sempre manifestam confiança, melhoram, inclusive, o desempenho na escola. “Eles melhoram entre si como amigos, eles dão valor a essa questão da amizade e eu acho que esse programa reforça essa ideia de amizade, de confiança entre eles, de fidelidade, esses valores que para eles é muito difícil de entender”, disse.

Além dos debates e rodas de conversa, Dalmo é criador do blog Estação Amizade, que concentra informações para propagar a atividade desenvolvida por ele. “O objetivo é que mais pessoas conheçam, participem e articulem essas ações e com o blog eu consigo explicar como realizar a atividade na escola ou em qualquer lugar”, disse.

O educador é voluntário do Centro de Valorização da Vida (CVV) há 30 anos, é autor dos livros "CVV, 50 anos ouvindo pessoas" e Estação Amizade – Dez jovens tentados ao suicídio", ficção voltada para o público jovem e base do programa de ajuda emocional. Atua como voluntário do CVV desde 1980 e atualmente é membro do Conselho Diretor do Centro de Valorização da Vida.






segunda-feira, 15 de maio de 2017

Prevenção do suicídio para jovens


A Editora do Conhecimento já está disponibilizando nas distribuidoras e livrarias a ficção "Estação Amizade", a história de dez jovens lutando contra o suicídio. O livro é direcionado sobretudo a jovens e adolescentes e tem como objetivo incentivar a formação de pequenos comitês e rodas de conversa de ajuda emocional nas escolas, clubes e agremiações religiosas e filosóficas.

http://edconhecimento.com.br/?livros=estacao-amizade

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Reasons Why' e as metáforas do desespero adolescente






Série da Netflix, feita para adolescentes e seus pais, aborda o suicídio sem condescendência. CVV relata aumento na procura de apoio no Brasil.

Amanda Mont'Alvão VelosoEspecial para o HuffPost Brasil

"Oi, é a Hannah. Hannah Baker."

Assim começam as últimas palavras da protagonista de 13 Reasons Why, produção original da Netflix que estreou na última sexta-feira (31).


Nó na garganta para uns, ameaça para outros, a desconfortável despedida de Hannah é um convite urgente da série para pensarmos os efeitos das palavras na vivência adolescente em um contexto de emoções subestimadas.


A gravação, deixada em analógicas fitas K7, lista os 13 motivos pelos quais Hannah, de 17 anos, decidiu terminar seu sofrimento com um suicídio. Cada motivo corresponde a um episódio.

Apesar de este texto conter alguns spoilers, o suicídio não é um deles. É a premissa da narrativa, baseada no livro homônimo de Jay Asher, de 2007, e que no Brasil foi lançado com o título Os 13 Porquês (Ática, 2009).

Enquanto o colega Clay Jensen, de 17 anos, ouve as fitas, acompanhamos a trajetória de Hannah, do próprio Clay e de alguns alunos na Liberty High School e nos espaços que orbitam a escola de ensino médio, como a lanchonete frequentada por eles (Monet's), as festas e as casas de cada um.

Dois lares são especialmente abordados: o dos pais de Hannah, enlutados e marcados pela ausência brutal da única filha, e da família de Clay, cujos pais tentam traçar alguma comunicação com o filho que nada revela.

Com sua trama e linguagem adolescentes, 13 Reasons Why à primeira vista pode parecer uma novelinha de angústias particulares, mas desenvolve profundidade e temáticas obrigatórias não só para pais de crianças e adolescentes, como também para a sociedade como um todo.

Nos EUA, a assustadora recorrência de tiroteios em escolas nos leva a pensar em um problema localizado, mas o bullying e o cyberbullying presentes nos colégios brasileiros estão relacionados a desfechos igualmente trágicos, como automutilações, agressões e assassinatos.

Mais do que alarmante, a narrativa é uma tentativa de entendimento do suicídio para fins preventivos e também reflexivos. Sinais que passam despercebidos, metáforas de desespero não assimiladas e sofrimento silenciado costumam vir à tona tardiamente como pedido de ajuda, gerando ainda mais angústia diante do irreversível.

Longe da ficção, Sue Klebold, mãe de Dylan Klebold, um dos adolescentes responsáveis pela tragédia na escola americana Columbine, em 1999, se recrimina por não ter percebido as intenções do filho que, antes de se suicidar, atirou e matou colegas da escola:
Seus amigos mais próximos, garotos com quem ele conviveu todos os dias durante anos, não sabiam quanto ele estava desesperado. Alguns se recusam a acreditar nessa caracterização até hoje. Mas eu era a mãe dele. Eu deveria saber.Sue Klebold, no livro 'O Acerto de Contas de uma Mãe – A Vida Após a Tragédia de Columbine'

O suicídio pressupõe uma dolorosa especulação: por que uma pessoa amada resolve desistir da própria vida? Em um dos momentos mais comoventes da série, a mãe de Hannah, Olivia, lamenta a ausência de um bilhete que dê algum tipo de justificativa para a decisão da filha.

Nem Olivia nem o marido, Andy, conseguem conciliar a memória que tinham da garota com o presente devastador que agora precisam enfrentar. Para tentar suprir essas lacunas, entram na Justiça pedindo a responsabilização da escola.

13 Reasons Why não deixa de ser um preenchimento ficcional em cima de uma angústia, uma fantasia de explicação que permite dar sentido ao que aconteceu -- pois na vida real não temos tais respostas, mesmo quando bilhetes ou posts nas redes sociais são deixados.
Transbordamento sem aviso prévio

Nas 13 motivações de Hannah, narradas como acontecimentos que vão aumentando a falta de perspectiva no futuro, o suicídio não é apontado como desfecho dramático de um acontecimento único, como o cyberbullying de uma foto mal-intencionada, uma humilhação na frente de toda a classe ou o fim de um relacionamento. "O suicídio é o desfecho de uma série de fatores que se acumulam na história do indivíduo", esclarece a Associação Brasileira de Psiquiatria.

A ideia suicida vem do acúmulo de situações, como um copo que vai se enchendo e que transborda com uma gota d'água (a perda de um emprego, por exemplo), levando à sensação de total impotência e desespero, explicaram ao HuffPost Brasil os voluntários do Centro de Valorização da Vida (CVV), que há 55 anos atua na prevenção do suicídio no Brasil.

"Dificuldades financeiras, assim como guerras, ditaduras e outros cenários críticos podem ser fatores de pressão externa e 'adicionar água ao copo' de muitas pessoas, mas não podem ser apontados como motivos exclusivos de suicídio. Cada pessoa tem um limite próprio e reage de maneira diferente aos mesmos estímulos, então é essencial sempre encontrar maneiras de 'esvaziar o copo' antes que chegue na borda."

Esvaziar o copo, porém, passa pelo reconhecimento de que este esteja cheio, e na vivência adolescente, em que as emoções particulares de cada um ficam obscurecidas, camufladas ou disfarçadas, o transbordamento chega sem aviso prévio.

Comportamentos que poderiam ser interpretados como sinais, como o silêncio ou a agressividade, são reduzidos à faixa etária: "isso é fase, vai passar". Como se a adolescência em si justificasse os sintomas apresentados...

A transição de uma criança para o universo adulto jamais deveria ser tratada como banal, e esta parece ser a maior contribuição de 13 Reasons Why.

No mundo adulto da independência e das responsabilidades cabem a raiva, a tristeza, o medo e a dissimulação. Por que haveria de ser diferente no "não-lugar" que é a adolescência, esse período da vida em que um pé está no infantil, e o outro ensaia passos adultos?

A intensidade dos sentimentos tem resposta proporcional à maneira como as pessoas reagem ao que é dito para elas. Uma ofensa em um vulnerável período de constituição da identidade faz reverberar inseguranças e frustrações, e só mesmo a ressignificação daquilo que machuca poderia dar ou devolver o sentimento de integridade.

Hannah tenta colocar em palavras, para destinatários específicos, as suas motivações. Curiosamente, ao terminar a fita 12, Hannah sente certo sentido em viver. Mas o que ocorre é a mortal impossibilidade de conseguir conversar com os pais, com Clay ou com o conselheiro da escola.

Ela não encontrou escuta para seu sofrimento nem insistiu em tentar comunicá-lo, muito possivelmente por não saber colocá-lo em palavras.

Crianças invariavelmente recorrem aos jogos e brincadeiras para expressar o que se passa em seus mundos internos. Nem a mais aparente eloquência de um adolescente, porém, pode garantir que ele consiga dar vazão às suas emoções. Ao mesmo tempo, a escola dela falhou em fazer a escuta sensível daquilo que não se consegue pronunciar.


A Comunicação Indispensável

As redes sociais se apresentam como poderosos meios de comunicação, mas como vemos no cyberbulling de Hannah, também configuram novas formas de sofrimento e ressaltam, para mais pessoas, desamparos e desesperos alheios.

O público suplanta o íntimo, e prevalecem as aparências em detrimento de um interior necessitado, mas sem a gramática necessária para pedir ajuda.

Clay demonstra, em vida, essa falta de comunicação dos próprios sentimentos, reservando às lágrimas no chuveiro e à raiva as únicas possibilidades de extravasar seu (temporariamente) arruinado mundo particular.

Falar de suicídio é falar de prevenção; é dar nome ao que atormenta e ao que se apresenta como impossível. A cada dia, pelo menos 32 brasileiros se matam, segundo dados do Ministério da Saúde e da OMS.

A prevenção poderia salvar a vida de nove entre dez pessoas que hoje se suicidam. A produção da Netflix parece encampar essa mensagem com personagens que podem ser reconhecidos em escolas de todo o mundo.

O estímulo à prevenção surtiu efeitos, pelo menos no Brasil. Segundo o CVV, desde a estreia do série, os pedidos de ajuda ou de conversa enviados por e-mail aumentaram em mais de 100%, com 25 mensagens mencionando 13 Reasons Why.

Ainda que apresentada como série adolescente de mistério, com personagens carismáticos e algumas tiradas de humor, 13 Reasons Why não foge do incômodo e da perplexidade provocados por um suicídio. O tempo todo se especula em torno da narrativa de Hannah, até que o suicídio em si abruptamente nos coloca na posição de encarar o fato, a decisão, a dor e a finitude que vem com ele.

O que a ficção da série consegue é um debruçar nosso sobre o insuportável da realidade, sobre aquilo que não se diz, nem tampouco se escreve. Sobre a angústia da ausência de respostas, e sobre a inibição de perguntas que podem apontar novos caminhos diante do sofrimento insuportável, porém, reversível.


LEIA MAIS:

- Uma conversa sobre suicídio, um convite à vida

- Quem pensa em se matar pode mudar de ideia: O suicídio pr


Divergência arte e ciência


CIÊNCIA E ARTE DIVERGEM SOBRE ABORDAGEM DO SUICÍDIO. A série da Netflix "13 reasons why" ("Os 13 porquês") vem fazendo um sucesso estrondoso entre o público adolescente, apesar de algumas cenas consideradas inadequadas para os padrões científicos. Exageros ou ou não, a verdade é que nunca um tema como esse foi direto ao ponto (como sempre cobramos), quebra um tabu e força a opinião pública a se posicionar sobre o assunto. Sobre os efeitos ou repercussões comportamentais, não temos como aferir ou dimensionar algo tão subjetivo como os sentimentos e as escolhas humanas, mesmo se tratando de jovens.

A arte imita a vida


A ARTE IMITA A VIDA MAS NÃO TEM PODER SOBRE AS ESCOLHAS. Se algum adolescente vier a se matar após ter visto a série da Netflix "13 reasons why" ("Os 13 porquês"), não terá sido por causa do conteúdo e das cenas impressionáveis e sim porque vai buscar entendimento e ajuda sobre seus sentimentos suicidas, porém nem sempre encontra ali ou em qualquer outro lugar respostas satisfatórias para suas dores e necessidades íntimas.

Fatores de risco e proteção.





segunda-feira, 20 de março de 2017

55 anos ouvindo pessoas


Suicídio e pobreza na Inglaterra


Um chocante relatório dos Samaritanos mostra que já existe uma ligação direta entre a pobreza e o suicídio em todo o Reino Unido. O relatório “Morrendo de desigualdade” identificou lugares que sofrem de níveis mais elevados de pobreza e baixa renda, tendo portanto, têm maiores taxas de suicídio. Os homens são mais propensos a sentir os efeitos negativos da crise econômica em que as mulheres e os desempregados têm quase três vezes mais chances de tirar a própria vida do que aqueles que têm um emprego remunerado. A presidente do Samaritans Ruth Sutherland disse: "Este relatório diz que não está certo, não é justo e isso tem que mudar. Mais importante, este relatório apresentar, pela primeira vez, o que precisa ser feito para salvar vidas. "Enfrentar a desigualdade iria remover as barreiras para ajudar e de apoio, onde eles são mais necessários e reduzir a necessidade de que o apoio em primeiro lugar. "O governo, serviços públicos, os empregadores, prestadores de serviços, comunidades, família e amigos, todos têm um papel para que a ajuda seja relevante e acessível”, concluiu.

188 agora vai ser nacional



O Ministro da Saúde Ricardo Barros visitou a sede do CVV em São Paulo para assinar convênio ampliando o uso gratuito do telefone 188. Ele esteve acompanhado do Deputado Estadual Vitor Lippi, que também o seu apoio politico para a ampliação do projeto. O processo de implantação do sistema 188 foi iniciado na gestão do ministro Arthur Chioro em caráter experimental no Rio Grande do Sul. O convênio mantido pela atual pasta permitirá que que milhares de pessoas acesso o serviço de apoio emocional e prevenção do suicídio oferecido pelos voluntários do Centro de Valorização da Vida.

NOTA CONJUNTA DO CVV-MINISTÉRIO DA SAÚDE: "10 de março de 2017, é um dia histórico para o CVV e para a sociedade brasileira. Finalmente teremos um serviço telefônico gratuito de urgência e emergência voltado para a prevenção do suicídio, com o número 188. O termo de cooperação técnica que assinamos com o Ministério da Saúde nesta data possibilita que trabalhemos numa grande rede onde todas as cidades do Brasil poderão contar com o CVV e seus voluntários".

Foto: Voluntários do CVV com o Ministro da Saúde Ricardo Barros e o Deputado Estadual Vitor Lippi / Foto: Rodrigo Nunes-Ministério da Saúde.

Poder restaurador da arte.


UM FILME que mostra farrapos humanos sendo reconstruídos pela arte. Cinebiografia da Dra. Nise da Silveira e seu magnífico trabalho no Hospital do Engenho de Dentro e que foi elogiado por Carl Gustav Jung.



Não se cale, não se omita.


Suicídio entre professores do primário na Inglaterra


O risco de suicídio entre os professores da escola primária e jardim de infância foi de 42 por cento mais elevado do que os padrões na população mais ampla da Inglaterra durante o período de 2011 a 2015, de acordo com dados divulgados pelo escritório de estatísticas nacionais (ONS). Houve 139 suicídios entre os profissionais de ensino e educação durante o período e quase três quartos (73 por cento) destes — ou 102 suicídios — foram registrados como professores primários e berçário.

As impressionantes estatísticas sobre professores primários vem em meio a advertências que crescentes pressões na profissão — em que cerca de 90 por cento dos funcionários são mulheres —, é "uma das ocupações mais altamente estressadas no país hoje", diz o jornal The Independent; o "unmanageable" carga de trabalho causou-lhes desenvolver problemas de saúde mental.

http://www.independent.co.uk/…/primary-school-teachers-suic…

Ao redor do mundo


Estamos vivendo em tempos difíceis. Precisa falar com alguém? Estas pessoas podem ajudar: @800273TALK, @Translifeline, @CrisisTextLine, @trevorproject

PAPYRUS versus o suicídio de jovens



APYRUS é uma ONG de prevenção do suicídio de jovens na Inglaterra. Ela envolve jovens, pais, adultos, empresas, ativistas e profissionais voluntários para percorrer as cidades e países interessados em conhecer sua proposta de esclarecimento sobre o crescente número de suicídios de adolescentes. https://twitter.com/PAPYRUS_tweets