segunda-feira, 10 de abril de 2017

Reasons Why' e as metáforas do desespero adolescente






Série da Netflix, feita para adolescentes e seus pais, aborda o suicídio sem condescendência. CVV relata aumento na procura de apoio no Brasil.

Amanda Mont'Alvão VelosoEspecial para o HuffPost Brasil

"Oi, é a Hannah. Hannah Baker."

Assim começam as últimas palavras da protagonista de 13 Reasons Why, produção original da Netflix que estreou na última sexta-feira (31).


Nó na garganta para uns, ameaça para outros, a desconfortável despedida de Hannah é um convite urgente da série para pensarmos os efeitos das palavras na vivência adolescente em um contexto de emoções subestimadas.


A gravação, deixada em analógicas fitas K7, lista os 13 motivos pelos quais Hannah, de 17 anos, decidiu terminar seu sofrimento com um suicídio. Cada motivo corresponde a um episódio.

Apesar de este texto conter alguns spoilers, o suicídio não é um deles. É a premissa da narrativa, baseada no livro homônimo de Jay Asher, de 2007, e que no Brasil foi lançado com o título Os 13 Porquês (Ática, 2009).

Enquanto o colega Clay Jensen, de 17 anos, ouve as fitas, acompanhamos a trajetória de Hannah, do próprio Clay e de alguns alunos na Liberty High School e nos espaços que orbitam a escola de ensino médio, como a lanchonete frequentada por eles (Monet's), as festas e as casas de cada um.

Dois lares são especialmente abordados: o dos pais de Hannah, enlutados e marcados pela ausência brutal da única filha, e da família de Clay, cujos pais tentam traçar alguma comunicação com o filho que nada revela.

Com sua trama e linguagem adolescentes, 13 Reasons Why à primeira vista pode parecer uma novelinha de angústias particulares, mas desenvolve profundidade e temáticas obrigatórias não só para pais de crianças e adolescentes, como também para a sociedade como um todo.

Nos EUA, a assustadora recorrência de tiroteios em escolas nos leva a pensar em um problema localizado, mas o bullying e o cyberbullying presentes nos colégios brasileiros estão relacionados a desfechos igualmente trágicos, como automutilações, agressões e assassinatos.

Mais do que alarmante, a narrativa é uma tentativa de entendimento do suicídio para fins preventivos e também reflexivos. Sinais que passam despercebidos, metáforas de desespero não assimiladas e sofrimento silenciado costumam vir à tona tardiamente como pedido de ajuda, gerando ainda mais angústia diante do irreversível.

Longe da ficção, Sue Klebold, mãe de Dylan Klebold, um dos adolescentes responsáveis pela tragédia na escola americana Columbine, em 1999, se recrimina por não ter percebido as intenções do filho que, antes de se suicidar, atirou e matou colegas da escola:
Seus amigos mais próximos, garotos com quem ele conviveu todos os dias durante anos, não sabiam quanto ele estava desesperado. Alguns se recusam a acreditar nessa caracterização até hoje. Mas eu era a mãe dele. Eu deveria saber.Sue Klebold, no livro 'O Acerto de Contas de uma Mãe – A Vida Após a Tragédia de Columbine'

O suicídio pressupõe uma dolorosa especulação: por que uma pessoa amada resolve desistir da própria vida? Em um dos momentos mais comoventes da série, a mãe de Hannah, Olivia, lamenta a ausência de um bilhete que dê algum tipo de justificativa para a decisão da filha.

Nem Olivia nem o marido, Andy, conseguem conciliar a memória que tinham da garota com o presente devastador que agora precisam enfrentar. Para tentar suprir essas lacunas, entram na Justiça pedindo a responsabilização da escola.

13 Reasons Why não deixa de ser um preenchimento ficcional em cima de uma angústia, uma fantasia de explicação que permite dar sentido ao que aconteceu -- pois na vida real não temos tais respostas, mesmo quando bilhetes ou posts nas redes sociais são deixados.
Transbordamento sem aviso prévio

Nas 13 motivações de Hannah, narradas como acontecimentos que vão aumentando a falta de perspectiva no futuro, o suicídio não é apontado como desfecho dramático de um acontecimento único, como o cyberbullying de uma foto mal-intencionada, uma humilhação na frente de toda a classe ou o fim de um relacionamento. "O suicídio é o desfecho de uma série de fatores que se acumulam na história do indivíduo", esclarece a Associação Brasileira de Psiquiatria.

A ideia suicida vem do acúmulo de situações, como um copo que vai se enchendo e que transborda com uma gota d'água (a perda de um emprego, por exemplo), levando à sensação de total impotência e desespero, explicaram ao HuffPost Brasil os voluntários do Centro de Valorização da Vida (CVV), que há 55 anos atua na prevenção do suicídio no Brasil.

"Dificuldades financeiras, assim como guerras, ditaduras e outros cenários críticos podem ser fatores de pressão externa e 'adicionar água ao copo' de muitas pessoas, mas não podem ser apontados como motivos exclusivos de suicídio. Cada pessoa tem um limite próprio e reage de maneira diferente aos mesmos estímulos, então é essencial sempre encontrar maneiras de 'esvaziar o copo' antes que chegue na borda."

Esvaziar o copo, porém, passa pelo reconhecimento de que este esteja cheio, e na vivência adolescente, em que as emoções particulares de cada um ficam obscurecidas, camufladas ou disfarçadas, o transbordamento chega sem aviso prévio.

Comportamentos que poderiam ser interpretados como sinais, como o silêncio ou a agressividade, são reduzidos à faixa etária: "isso é fase, vai passar". Como se a adolescência em si justificasse os sintomas apresentados...

A transição de uma criança para o universo adulto jamais deveria ser tratada como banal, e esta parece ser a maior contribuição de 13 Reasons Why.

No mundo adulto da independência e das responsabilidades cabem a raiva, a tristeza, o medo e a dissimulação. Por que haveria de ser diferente no "não-lugar" que é a adolescência, esse período da vida em que um pé está no infantil, e o outro ensaia passos adultos?

A intensidade dos sentimentos tem resposta proporcional à maneira como as pessoas reagem ao que é dito para elas. Uma ofensa em um vulnerável período de constituição da identidade faz reverberar inseguranças e frustrações, e só mesmo a ressignificação daquilo que machuca poderia dar ou devolver o sentimento de integridade.

Hannah tenta colocar em palavras, para destinatários específicos, as suas motivações. Curiosamente, ao terminar a fita 12, Hannah sente certo sentido em viver. Mas o que ocorre é a mortal impossibilidade de conseguir conversar com os pais, com Clay ou com o conselheiro da escola.

Ela não encontrou escuta para seu sofrimento nem insistiu em tentar comunicá-lo, muito possivelmente por não saber colocá-lo em palavras.

Crianças invariavelmente recorrem aos jogos e brincadeiras para expressar o que se passa em seus mundos internos. Nem a mais aparente eloquência de um adolescente, porém, pode garantir que ele consiga dar vazão às suas emoções. Ao mesmo tempo, a escola dela falhou em fazer a escuta sensível daquilo que não se consegue pronunciar.


A Comunicação Indispensável

As redes sociais se apresentam como poderosos meios de comunicação, mas como vemos no cyberbulling de Hannah, também configuram novas formas de sofrimento e ressaltam, para mais pessoas, desamparos e desesperos alheios.

O público suplanta o íntimo, e prevalecem as aparências em detrimento de um interior necessitado, mas sem a gramática necessária para pedir ajuda.

Clay demonstra, em vida, essa falta de comunicação dos próprios sentimentos, reservando às lágrimas no chuveiro e à raiva as únicas possibilidades de extravasar seu (temporariamente) arruinado mundo particular.

Falar de suicídio é falar de prevenção; é dar nome ao que atormenta e ao que se apresenta como impossível. A cada dia, pelo menos 32 brasileiros se matam, segundo dados do Ministério da Saúde e da OMS.

A prevenção poderia salvar a vida de nove entre dez pessoas que hoje se suicidam. A produção da Netflix parece encampar essa mensagem com personagens que podem ser reconhecidos em escolas de todo o mundo.

O estímulo à prevenção surtiu efeitos, pelo menos no Brasil. Segundo o CVV, desde a estreia do série, os pedidos de ajuda ou de conversa enviados por e-mail aumentaram em mais de 100%, com 25 mensagens mencionando 13 Reasons Why.

Ainda que apresentada como série adolescente de mistério, com personagens carismáticos e algumas tiradas de humor, 13 Reasons Why não foge do incômodo e da perplexidade provocados por um suicídio. O tempo todo se especula em torno da narrativa de Hannah, até que o suicídio em si abruptamente nos coloca na posição de encarar o fato, a decisão, a dor e a finitude que vem com ele.

O que a ficção da série consegue é um debruçar nosso sobre o insuportável da realidade, sobre aquilo que não se diz, nem tampouco se escreve. Sobre a angústia da ausência de respostas, e sobre a inibição de perguntas que podem apontar novos caminhos diante do sofrimento insuportável, porém, reversível.


LEIA MAIS:

- Uma conversa sobre suicídio, um convite à vida

- Quem pensa em se matar pode mudar de ideia: O suicídio pr


Divergência arte e ciência


CIÊNCIA E ARTE DIVERGEM SOBRE ABORDAGEM DO SUICÍDIO. A série da Netflix "13 reasons why" ("Os 13 porquês") vem fazendo um sucesso estrondoso entre o público adolescente, apesar de algumas cenas consideradas inadequadas para os padrões científicos. Exageros ou ou não, a verdade é que nunca um tema como esse foi direto ao ponto (como sempre cobramos), quebra um tabu e força a opinião pública a se posicionar sobre o assunto. Sobre os efeitos ou repercussões comportamentais, não temos como aferir ou dimensionar algo tão subjetivo como os sentimentos e as escolhas humanas, mesmo se tratando de jovens.

A arte imita a vida


A ARTE IMITA A VIDA MAS NÃO TEM PODER SOBRE AS ESCOLHAS. Se algum adolescente vier a se matar após ter visto a série da Netflix "13 reasons why" ("Os 13 porquês"), não terá sido por causa do conteúdo e das cenas impressionáveis e sim porque vai buscar entendimento e ajuda sobre seus sentimentos suicidas, porém nem sempre encontra ali ou em qualquer outro lugar respostas satisfatórias para suas dores e necessidades íntimas.

Fatores de risco e proteção.





segunda-feira, 20 de março de 2017

55 anos ouvindo pessoas


Suicídio e pobreza na Inglaterra


Um chocante relatório dos Samaritanos mostra que já existe uma ligação direta entre a pobreza e o suicídio em todo o Reino Unido. O relatório “Morrendo de desigualdade” identificou lugares que sofrem de níveis mais elevados de pobreza e baixa renda, tendo portanto, têm maiores taxas de suicídio. Os homens são mais propensos a sentir os efeitos negativos da crise econômica em que as mulheres e os desempregados têm quase três vezes mais chances de tirar a própria vida do que aqueles que têm um emprego remunerado. A presidente do Samaritans Ruth Sutherland disse: "Este relatório diz que não está certo, não é justo e isso tem que mudar. Mais importante, este relatório apresentar, pela primeira vez, o que precisa ser feito para salvar vidas. "Enfrentar a desigualdade iria remover as barreiras para ajudar e de apoio, onde eles são mais necessários e reduzir a necessidade de que o apoio em primeiro lugar. "O governo, serviços públicos, os empregadores, prestadores de serviços, comunidades, família e amigos, todos têm um papel para que a ajuda seja relevante e acessível”, concluiu.

188 agora vai ser nacional



O Ministro da Saúde Ricardo Barros visitou a sede do CVV em São Paulo para assinar convênio ampliando o uso gratuito do telefone 188. Ele esteve acompanhado do Deputado Estadual Vitor Lippi, que também o seu apoio politico para a ampliação do projeto. O processo de implantação do sistema 188 foi iniciado na gestão do ministro Arthur Chioro em caráter experimental no Rio Grande do Sul. O convênio mantido pela atual pasta permitirá que que milhares de pessoas acesso o serviço de apoio emocional e prevenção do suicídio oferecido pelos voluntários do Centro de Valorização da Vida.

NOTA CONJUNTA DO CVV-MINISTÉRIO DA SAÚDE: "10 de março de 2017, é um dia histórico para o CVV e para a sociedade brasileira. Finalmente teremos um serviço telefônico gratuito de urgência e emergência voltado para a prevenção do suicídio, com o número 188. O termo de cooperação técnica que assinamos com o Ministério da Saúde nesta data possibilita que trabalhemos numa grande rede onde todas as cidades do Brasil poderão contar com o CVV e seus voluntários".

Foto: Voluntários do CVV com o Ministro da Saúde Ricardo Barros e o Deputado Estadual Vitor Lippi / Foto: Rodrigo Nunes-Ministério da Saúde.

Poder restaurador da arte.


UM FILME que mostra farrapos humanos sendo reconstruídos pela arte. Cinebiografia da Dra. Nise da Silveira e seu magnífico trabalho no Hospital do Engenho de Dentro e que foi elogiado por Carl Gustav Jung.



Não se cale, não se omita.


Suicídio entre professores do primário na Inglaterra


O risco de suicídio entre os professores da escola primária e jardim de infância foi de 42 por cento mais elevado do que os padrões na população mais ampla da Inglaterra durante o período de 2011 a 2015, de acordo com dados divulgados pelo escritório de estatísticas nacionais (ONS). Houve 139 suicídios entre os profissionais de ensino e educação durante o período e quase três quartos (73 por cento) destes — ou 102 suicídios — foram registrados como professores primários e berçário.

As impressionantes estatísticas sobre professores primários vem em meio a advertências que crescentes pressões na profissão — em que cerca de 90 por cento dos funcionários são mulheres —, é "uma das ocupações mais altamente estressadas no país hoje", diz o jornal The Independent; o "unmanageable" carga de trabalho causou-lhes desenvolver problemas de saúde mental.

http://www.independent.co.uk/…/primary-school-teachers-suic…

Ao redor do mundo


Estamos vivendo em tempos difíceis. Precisa falar com alguém? Estas pessoas podem ajudar: @800273TALK, @Translifeline, @CrisisTextLine, @trevorproject

PAPYRUS versus o suicídio de jovens



APYRUS é uma ONG de prevenção do suicídio de jovens na Inglaterra. Ela envolve jovens, pais, adultos, empresas, ativistas e profissionais voluntários para percorrer as cidades e países interessados em conhecer sua proposta de esclarecimento sobre o crescente número de suicídios de adolescentes. https://twitter.com/PAPYRUS_tweets


sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

DOWNLOAD grátis


Dez jovens lutando para salvar suas próprias vidas.

http://estacaoamizade.blogspot.com.br/

Solidão e solidariedade


A VIDA SOLITÁRIA é muito cultivada com sinônimo de liberdade e conforto para muitos atualmente. Mas quando se trata de pessoas depressivas, as que não têm opção de convívio, e que passam por situações difíceis, a solidão é um fator muito preocupante e perigoso. Os pensamentos e hábitos negativos se sobrepõem aos nossos valores e crenças e não raro sucumbimos à auto-destruição. Fiquemos sempre atentos aos amigos nessas condições, próximos e das redes sociais. Reservemos sempre um tempinho para um papo edificante ou para um desabafo, rápido que seja. Se for tímido ou não se sentir capaz, não se preocupe muito em dar conselhos e dicas. Ouça em silêncio e diga coisas simples, para dizer que está sempre por perto. Ajuda muito.

domingo, 15 de janeiro de 2017

Manhãs de depressão e angústia

O período da manhã é o mais difícil para quem está deprimido.

A angústia, a sensação de fraqueza e desânimo são implacáveis. É quando o Espírito retorna ao corpo, depois de alguns momentos de liberdade espiritual durante o sono, e cai novamente no campo físico de provas.

Reaja, ore com propósito e confiança.

Levante-se, fique em pé. Não se deixe dobrar. Logo passa.

Ps. Essa reflexão não dispensa a orientação e o tratamento médico.

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Educação emocional e prevenção do suicídio

CRIANÇAS QUE JÁ SABEM DE CERTAS COISAS e fazem perguntas pertinentes sobre temas sérios. Bate-papo com alunos do 4º ano da Escola Municipal Pe. Lucio Floro, em Santos-SP. Nos perguntaram sobre felicidade, tristeza, bullying e muitas outras coisas. E concluimos: "Se você tem um amigo que não quer mais viver, gruda nele que ele vai continuar vivendo".

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Nota de Missão Cumprida. Suely Conchon.





Faleceu hoje de madrugada, em São Paulo, a educadora Suely Bataglia Conchon, voluntária da segunda turma de plantonistas do Centro de Valorização da Vida, de 1963. Foi durante muitos anos membro do Conselho Diretor, do Programa CVV e do Hospital Francisca Júlia. Era casada com Jacques André Conchon e mãe de quatro filhos. Aqui Suely aparece ao lado do esposo e de amigos da diretoria num Congresso do CVV em 1978, na sede Gastroclínica. São eles: Valentim Lorenzetti, Allankardec Gonzalez, Pedro Martins e Flávio Focácio.

sábado, 15 de outubro de 2016

Compartilhe com os jovens



Compartilhe com jovens que você acha que poderiam gostar dessa história.

http://estacaoamizade.blogspot.com.br/

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Como surgiu e como funciona o CVV.


Mensagem para ativistas brasileiros e religiosos que vivem no Japão.



A EXPERIÊNCIA DO CVV PARA GRUPOS RELIGIOSOS NO JAPÃO.  Um grupo de religiosos brasileiros que vivem no Japão nos solicitou instruções para a formação de um trabalho de Escuta Fraterna. No Japão vivem cerca de 170 mil brasileiros, entre os quais encontramos católicos, espíritas, evangélicos, umbandistas, budistas e vários outros segmentos.

Suicídio: o aspecto espiritual da prevenção.


Mensagem  para ativistas religiosos e brasileiros que vivem no Japão. 

sábado, 8 de outubro de 2016

DOWNLOAD GRATUITO do livro e do programa

 DOWLOAD GRATUITO DO LIVRO E PROGRAMA

http://estacaoamizade.blogspot.com.br/

O livro Estação Amizade está disponível para dowload gratuito. Pode e deve ser utilizado livremente e sem fins lucrativos. Caso haja interesse pela edição, autoriza-se a publicação, adaptações e distribuição gratuita, sobretudo em ambientes escolares. A leitura no celular é confortável e o arquivo pode ser guardado no Google Drive.

O texto não foi totalmente revisado, podendo conter erros de grafia e gramática. Agradecemos também o envio de sugestões e correções para: santos duquedalmo@gmail.com

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Literatura - Viver é perigoso


Em breve, uma pequena ficção sobre o suicídio e as questões existenciais que mais afetam de jovens na atualidade.


ESTAÇÃO AMIZADE foi escrito entre 14 e 21 de maio de 2016 e relata os conflitos existenciais de jovens, todos relacionados direta ou indiretamente ao suicídio. O narrador é um desses jovens e também está em busca de uma solução para os seus problemas íntimos.

É a história de Hugo, Carla, Samantha, Verônica, Tarso, Gabriel, Larissa, Ariane e Gabriela. Nove jovens lutando para salvar suas própria vidas. Ela é contada por um décimo personagem, que relata as experiências dos amigos e também a sua luta pela sobrevivência existencial.

ESTAÇÃO - Estado de espírito que nos impulsiona no tempo cronológico (Kronos), no sentido Sul-Norte, estimulando pensamentos, sentimentos e ações. Esse percurso, ao prestarmos atenção na bússola e não somente no relógio, pode nos conduzir ao tempo psicológico (Kairós) e muito provavelmente a uma condição chamada Plenitude, que é sempre o início de uma nova trajetória. Caso contrário, podemos estacionar e recomeçar de onde paramos.

Para cada pessoa uma trajetória. Para cada trajetória uma estação diferente.

Qual é a sua Estação?

Qual o rumo da sua viagem?


PS. O livro tem como objetivo estimular a formação de comitês de jovens para prevenção do suicídio. e tem o apoio do CVV-Centro de Valorização da Vida.

quarta-feira, 4 de maio de 2016

MUDANÇAS I

Tecnologia resolve problemas e muda costumes. Santos Dumont inventou o relógio de pulso para ganhar tempo, evitando tirar e colocar as mãos sujas nos bolsos durante suas atividades na sua oficina de vôo. 50 anos depois o relógio de bolso praticamente desapareceu. Hoje,num único aparelho celular, temos relógio, vídeo,computador, gravador, editor de texto e imagem,máquina fotográfica,filmadora,calendário, calculadora e uma infinidade de aplicativos.Mas é preciso também tomar cuidado com as mudanças pessoais. Santos Dumont não cuidou das suas limitações íntimas, sucumbiu à depressão e cometeu suicídio.Poderia ter sido diferente, se tivesse buscado ajuda e desfrutasse de amizade como apoio. Pense nisso.

MUDANÇAS II



George Eastman mudou a vida de muitas pessoas: criou e popularizou a câmera fotográfica e o filme de rolo.Tornou-se bilionário ao criar a marca e o império da Kodak. Mas o empresário e inventor descuidou da vida pessoal. Triste e deprimido, dizia frequentemente para os poucos amigos que já havia cumprido sua missão e que não iria esperar. Cometeu suicídio. A Kodak também sofreria graves mudanças com as novas invenções digitais, mostrando que a vida sempre tem muitos aspectos que precisam ser muito bem cuidados. Pense nisso.